Rondônia quer R$ 150 milhões de compensações de Jirau - 28/05/2009



Local: São Paulo - SP
Fonte: Canal Energia
Link: http://www.canalenergia.com.br/

Obra depende de autorização do estado porque vai inundar parte de uma reserva estadual

Alexandre Canazio

O governador de Rondônia, Ivo Cassol, quer R$ 150 milhões em compensação ambiental da hidrelétrica de Jirau (3.300 MW).  Segundo Cassol, os recursos serão usados para atender ao aumento da população do estado, principalmente, de Porto Velho durante a construção da usina.  "Porto Velho não têm estrutura para as obras das duas hidrelétricas", disse o governador, em referência, também a Santo Antônio (3.150 MW), em entrevista à afiliada da TV Record no estado.

A Energia Sustentável do Brasil oferece uma compensação ambiental de R$ 35 milhões para o estado.  "Não quero os R$ 35 milhões que eles estão oferecendo, quero no mínimo de R$ 150 milhões para atender as necessidades de segurança e saúde".  As obras de Jirau estão paradas há uma semana porque o prazo da licença de instalação parcial, concedida pelo Ibama, que permitiu a construção das ensecadeiras e do canteiro, expirou.

A empresa aguarda a emissão da LI para reiniciar os trabalhos.  Atualmente, só estão sendo feitas a manutenção do local e de proteção de sítio arqueológico e ictiofauna.  De acordo com Cassol, a situação do empreendimento é devido à "incompetência do grupo de Jirau".  O governo do estado tem que dar permissão para uso de solo porque parte de uma reserva estadual.  O governador propôs ao governo federal a permuta do local pela reserva federal Flora Bom Futuro.

O parque federal tem uma população de cerca de cinco mil pessoas assentadas irregularmente, situação que Cassol quer tornar regularizada.  O governador disse, ainda na entrevista, que Energia Sustentável do Brasil não apresentou documentação necessária para ter a permissão do uso do solo.  Como haverá alagamento de área de preservação, Cassol salientou que a autorização precisa de aprovação da Assembléia Legislativa.

Cassol também reclamou que o grupo está preterindo os fornecedores locais, trazendo produtos e serviços de fora.  Ele ameaçou apreender carros e caminhões em serviço na obra, porque não foram emplacados ou comprados no estado.  "O ICMS e o IPVA vão para outros estados", frisou.

 

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