Local: São Paulo - SP
Fonte: Amazonia.org.br
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O consórcio Energia Sustentável do Brasil (Enersus), responsável pela usina hidrelétrica de Jirau, divulgou hoje nota em que esclarece informações publicadas na reportagem "Câmara continuará fiscalização de mudança em hidrelétrica de Jirau", sobre a mudança do local de construção da Usina.
Segundo o Enersus, o novo local de construção "reduz expressivamente o volume de escavação da obra, com o equivalente a 72 vezes o volume do Maracanã, com repercussão direta na mitigação dos impactos ambientais".
O consórcio explica que a mudança implica em uma redução de custos da ordem de R$ 1 bilhão, e que essa redução será transferida para o consumidor na forma de tarifas mais baixas.
O Enersus defende que o projeto de Jirau foi aprovado em acordo com as normas legais. "O projeto da UHE Jirau respeita, na sua integralidade, o marco regulatório do setor elétrico e as regras vigentes do edital, tendo sido aprovado após longos e exaustivos estudos por parte da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), da Agência Nacional de Águas (ANA), do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos recursos renováveis (Ibama), dos ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia, além de ter contatado com o knowhow e a experiência de consultores de renome internacional".
A mudança
No dia 20 de julho, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados anunciou que vai continuar as investigações sobre a mudança do eixo da usina hidrelétrica de Jirau, que foi deslocado 9,2 km do local original do projeto. Ambientalistas criticam a mudança, pois os estudos de impacto socioambiental analisaram o local antigo da construção da usina.